terça-feira, 16 de outubro de 2012

Um olhar na janela

 
   Não foi um dia bom. Clarisse decidiu apagar as luzes, pôs o cão para fora, e como de costume, debruçou-se sobre a janela. Abriu uma parte dela, mas o vento soprou frio. Era noite de lua cheia, a mais bonita que já tinha nascido diante seus olhos. Era normal, que Clarisse ficasse assim, sem explicação. A pobre menina cutucava a mente, tentava montar aquele quebra-cabeça chamado ''sentimentos''. Foi aí, então, que se deparou com a saudade, algo que já atormentava a garota havia um tempo. Era saudade do que ela costumava ser. Talvez uma pessoa mais segura de si, que não tinha medos, receios, muito menos insegurança dentro do seu coração. (...)
   Clarisse se sentia sozinha, sufocada com suas próprias ansiedades, com seus problemas, que não eram bem problemas. O receio continuava a perseguir, mas ela precisava mudar. Enquanto olhava firmemente para a lua, seu pensamento ainda estava preso a tudo aquilo. Mas algo a rondava, tentava a acalmar... Era o vento, dizendo: ''Fique calma, eu estou com você''.

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